quinta-feira, 23 de março de 2017

Dia Mundial da Poesia: Passatempo e atividade


Tempo de Poesia

Todo o tempo é de poesia

Desde a névoa da manhã
à névoa do outo dia.

Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia

Todo o tempo é de poesia

Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue soçobram.
Vidas qua amar se consagram.

Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.

Todo o tempo é de poesia.

Desde a arrumação ao caos
à confusão da harmonia.


António Gedeão In: fala do homem nascido

                              Poema de Antº Gedeão distribuído pelas alunas na ESEQ


 Poesia de Vinicius de Moraes declamada pelas alunas 
(Dores, Mariana, Márcia e Catarina) da Profª Mª João Niz



AS BORBOLETAS

Rio de Janeiro , 1970

Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas.


Borboletas brancas
São alegres e francas.



Borboletas azuis
Gostam muito de luz.



As amarelinhas
São tão bonitinhas!



E as pretas, então...
Oh, que escuridão!

Vinicius de Moraes



Sem comentários:

Publicar um comentário