terça-feira, 30 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
A aprendizagem através dos cinco sentidos...
A pessoa humana conhece o Mundo e os outros através dos cinco sentidos .... | 1% através do paladar 2% através do tacto 3% através do olfacto 11% através da audição 83% através da visão |
Um estudante memoriza | 10% do que lê 20% que ouve 30% do que vê 50% do que vê e ouve 70% do que vê, ouve e debate 90% do vê, ouve, debate e faz 100% do que vê , ouve, debate,faz e ensina |
Depois de três horas lembra-se ... | 70% do que ouviu 72% que viu 85% do que viu e ouviu |
Depois de três dias Lembra-se ... | 10% do que ouviu 20% do que viu 65% do que ouviu e viu |
"A Roubalheira" de Alice Vieira
Todas as pessoas têm sempre muitas teorias explicativas, sem margem para dúvidas, das causas que levam ao afastamento da leitura. A primeira, mas a primeira mesmo (aquela que é mesmo tão primeira, tão primeira, mas tão primeira que até chateia de ser tão primeira - como diriam os Gatos Fedorentos) é o preço dos livros. Aqui d’el rei que as criancinhas não lêem porque os livros custam uma fortuna. Fossem os livros mais baratitos e vocês iam ver como as crianças (e os adultos) não faziam outra coisa senão ler de manhã à noite.
Mas ao preço a que os livros estão...
Pois é. Toda a gente já ouviu este discurso, toda a gente já invocou, numa ocasião ou outra, esta desculpa. Esfarrapada.
Esfarrapadíssima.
Porque é evidente que é tudo uma questão de prioridades: será sempre caro tudo aquilo de que não sinto falta.
Há muita outra coisa, bem mais cara do que um livro, e de cujo preço ninguém se queixa. Nunca, em tempo algum, um pai (ou mãe) de família se chegou junto de mim protestando contra o preço, por exemplo, de uma consola, de um jogo de vídeo, de um iPod, de um telemóvel dos que tiram fotografias e fazem downloads de músicas e mais não sei quantas maravilhas. Isto já para não falar de coisas bem mais banais como, por exemplo, um par de ténis com rodinhas fluorescentes, um bilhete para o futebol ou para um concerto de qualquer banda. Para tudo isso que, nestes estranhos tempos, as crianças exigem, o dinheiro parece chegar sempre. O pior são os livros. Os livros é que estragam tudo. Uma chatice, os livros.
Foi isso, de certeza, o que pensou também aquele digníssimo pai de família que, nesta última Feira do Livro de Lisboa, diante do stande da Caminho, rapou de um papel que trazia no bolso e leu o título que lá escrevera.
«É para o meu filho», disse.
A empregada do stande foi buscar o livro e, tentando ser amável, apontou para mim e explicou ao senhor que eu era a autora do dito livro, coisa que não pareceu interessá-lo por aí além.
«Se quiser um autógrafo...», acrescentou a moça.
O homem olhou para mim, encolheu os ombros e lá me estendeu o livro, repetindo que era para o filho, que ele nem sabia que livro era aquele, ele dispensava leituras, mas o filho é que lhe tinha pedido, o filho é que até tinha escrito o nome no papel. E pronto, por isso é que ele ali estava. O que a gente não faz por um filho, caramba...
E enquanto eu me esforçava por escrever alguma coisa ligeiramente mais original do que o fatal «com um abraço», que diabo!, quem tinha um pai daqueles merecia um pouco mais de atenção - ele ia continuando a cantilena, e agora estávamos, evidentemente, no preço dos livros, que era uma roubalheira, uma pouca vergonha, como é que um livro tão pequeno como aquele tinha aquele preço, «Olhe, a lista telefónica é muito maior e é de borla!», e ria muito alto com a graça que estava a ter.
«Espero que ele goste», disse eu, entregando-lhe o livro quase a pedir desculpa de ter escrito um livro tão pequeno para a próxima havia de me esforçar por chegar aos calcanhares da lista.
Nova risada e novo encolher de ombros, «Se calhar nem gosta, ele também não vai muito à bola com os livros, mas que é que quer, a professora lá na escola é que mandou comprar, e você sabe como são agora os professores: mandam comprar toda a m... que aparece!»
No interior do stande há um silêncio a mascarar as gargalhadas que todos sufocamos com dificuldade, enquanto ele lá vai, alameda acima, resmungando contra a leitura, o preço dos livros, os professores, a roubalheira, a pouca vergonha.
Alice Vieira, Pezinhos de Coentrada, Casa das Letras, 2006
Mas ao preço a que os livros estão...
Pois é. Toda a gente já ouviu este discurso, toda a gente já invocou, numa ocasião ou outra, esta desculpa. Esfarrapada.
Esfarrapadíssima.
Porque é evidente que é tudo uma questão de prioridades: será sempre caro tudo aquilo de que não sinto falta.
Há muita outra coisa, bem mais cara do que um livro, e de cujo preço ninguém se queixa. Nunca, em tempo algum, um pai (ou mãe) de família se chegou junto de mim protestando contra o preço, por exemplo, de uma consola, de um jogo de vídeo, de um iPod, de um telemóvel dos que tiram fotografias e fazem downloads de músicas e mais não sei quantas maravilhas. Isto já para não falar de coisas bem mais banais como, por exemplo, um par de ténis com rodinhas fluorescentes, um bilhete para o futebol ou para um concerto de qualquer banda. Para tudo isso que, nestes estranhos tempos, as crianças exigem, o dinheiro parece chegar sempre. O pior são os livros. Os livros é que estragam tudo. Uma chatice, os livros.
Foi isso, de certeza, o que pensou também aquele digníssimo pai de família que, nesta última Feira do Livro de Lisboa, diante do stande da Caminho, rapou de um papel que trazia no bolso e leu o título que lá escrevera.
«É para o meu filho», disse.
A empregada do stande foi buscar o livro e, tentando ser amável, apontou para mim e explicou ao senhor que eu era a autora do dito livro, coisa que não pareceu interessá-lo por aí além.
«Se quiser um autógrafo...», acrescentou a moça.
O homem olhou para mim, encolheu os ombros e lá me estendeu o livro, repetindo que era para o filho, que ele nem sabia que livro era aquele, ele dispensava leituras, mas o filho é que lhe tinha pedido, o filho é que até tinha escrito o nome no papel. E pronto, por isso é que ele ali estava. O que a gente não faz por um filho, caramba...
E enquanto eu me esforçava por escrever alguma coisa ligeiramente mais original do que o fatal «com um abraço», que diabo!, quem tinha um pai daqueles merecia um pouco mais de atenção - ele ia continuando a cantilena, e agora estávamos, evidentemente, no preço dos livros, que era uma roubalheira, uma pouca vergonha, como é que um livro tão pequeno como aquele tinha aquele preço, «Olhe, a lista telefónica é muito maior e é de borla!», e ria muito alto com a graça que estava a ter.
«Espero que ele goste», disse eu, entregando-lhe o livro quase a pedir desculpa de ter escrito um livro tão pequeno para a próxima havia de me esforçar por chegar aos calcanhares da lista.
Nova risada e novo encolher de ombros, «Se calhar nem gosta, ele também não vai muito à bola com os livros, mas que é que quer, a professora lá na escola é que mandou comprar, e você sabe como são agora os professores: mandam comprar toda a m... que aparece!»
No interior do stande há um silêncio a mascarar as gargalhadas que todos sufocamos com dificuldade, enquanto ele lá vai, alameda acima, resmungando contra a leitura, o preço dos livros, os professores, a roubalheira, a pouca vergonha.
Alice Vieira, Pezinhos de Coentrada, Casa das Letras, 2006
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
Estudar com tino
O acto de estudar não implica que tenhamos de “marrar” horas a fio. Pelo contrário, devemos ter horas para tudo: para praticar desporto, conviver com os amigos, ver televisão, conversar na Internet, enviar sms, ….
Mas o futuro também se constrói agora e por isso é preciso dedicar uma boa parte do tempo ao estudo.
Mesmo que se falhe num ou outro teste ou trabalho, é necessário construir a confiança todos os dias.
Aqui ficam quatro conselhos para o sucesso!
· Sempre que possível, é bom escolher a manhã ou o fim da tarde para o trabalho mental. Antes de dormir só pequenos trabalhos ou revisões!
· Os trabalhos de concentração devem ser desenvolvidos por pequenos períodos e, quando sentirmos cansaço, devemos fazer uma pequena pausa(15 a 20 minutos!) ou mudar para outra matéria mais “ligeira”.
· Devemos fazer um horário para estudar e tentar cumpri-lo.
· Estudar não é sinónimo de estudar muito. Convém:
-saber “ler”
-saber distinguir o essencial do acessório num texto
-saber resumir
-saber tirar apontamentos
-saber interpretar.
Agora é só começar e cumprir!
Dicas para elaborar um trabalho de pesquisa
· Consulta os ficheiros para verificares se existem na biblioteca obras diversas sobre o tema.
· Selecciona a informação necessária, nunca esquecendo de anotar de onde foi retirada(obra, página, autores , editor e edição)
· Não esqueças que, na forma ,o trabalho deve obedecer a regras de organização:
- a Introdução (onde se apresenta o tema e os objectivos do trabalho, os pressupostos que conduziram ao mesmo e a metodologia de trabalho que se vai seguir;
- o Desenvolvimento ( onde se encontra o quadro teórico que serve de base ao tratamento do tema. Pode conter várias sub -partes conforme os aspectos que se pretende abordar);
- a Conclusão (onde se sintetiza a pesquisa efectuada, onde se propõem respostas e soluções para a questão (ou problemas) formulada na introdução.
· O trabalho deve incluir os elementos paratextuais:
- a capa (com o título do trabalho, o nome do autor, a indicação da instituição onde é apresentado – escola ou outro—e ainda o local e data de execução);
- o índice geral( como todos os títulos e subtítulos e respectiva paginação);
- a bibliografia(apresentada no final do trabalho, a que se pode juntar a explicação de notas de rodapé ou a listagem de imagens utilizadas).
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